Convenhamos que há dias que parecem muito mais meses ou anos, que o próprio dia. Dias fartos. Há até dias que não parecem dias. Instantes talvez. Feitos de doce e cores tão efervescentes, de uma frescura primaveril, capaz de envergonhar o dia mais invernoso deste ou outro tempo qualquer. Há dias de alegria, outros de tristeza tamanha. Dias em si preenchidos, outros vazios com causa própria.
Diz o ditado que também há mar e mar, há ir e voltar.
Hoje é dia dos que parecem anos. Infindável no tempo, no frio, no cansaço. Tão infinito quase como o trabalho que persiste, dia após dia.
Mas aqui, de onde me encontro, onde se encontra o meu pensamento, é dia primaveril. É dia de calor, de sol a atravessar a janela e a paisagem verde e tudo o que pelo seu caminho se cruzar. É dia de fazer da refeição uma festa. Gargalhadas como prato principal, e sorrisos para sobremesa.
Ao frio, ao sol que já se pôs, e à chuva que ameaça, mas sobretudo ao cansaço, e ao trabalho pendente apraz-me dizer que um dia não são dias.
E hoje, este é um dia assim.
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